Aquele momento passava como um flash em minha mente. Sua voz, seu cheiro, seu rosto. Tudo. Um momento tão vago mas que me persegue ainda. Não de uma forma ruim, muito pelo contrário. De uma forma serena, tranquila. Me perguntava quando isso eu iria ter o prazer de passar por isso mais uma vez. E passei. No momento em que meu corpo entrou naquela praça, senti um breve arrepio. E quando eu me sentei, e meus olhos encontravam os dele, me dava calafrios. O seu toque, era o mais sutil. E o seu beijo, me fazia perguntar se era um sonho. Se aquilo era o céu ou a terra. Eu não ligava. Só tinha medo de acordar. Quando ficávamos calados, sua voz ecoava dentro de mim. No momento em que me abraçou, tudo parecia exato. Não tinha medo de me entregar. E quando pegou na minha mão, parecia o encaixe perfeito. O jeito que ele me envolvia em seus braços, me puxava e pegava no meu cabelo parecia que sempre soube quem eu era e como me deixar sem ação. E na hora da despedida, sempre sabia a coisa certa a dizer. Ou melhor, ele sempre sabe o que dizer. Mesmo que hesite em dizer, sempre sabe a hora certa. E é isso que me faz o querer cada vez mais. Com suas virtudes e defeitos. Ele todo. Não existe tempo.. passado, presente, futuro. Tudo some naquele momento. E quem diria, que a despedida que antes era algo tão seco e triste, fosse ganhar esse sentido tão imenso. Algo muito maior. Como uma certeza que aquele adeus não foi o último. Foi o primeiro. O começo de algo muito maior. E se depender de mim, que vai ser intenso.