quarta-feira, 11 de maio de 2011

súplica

 Seu guarda, pode me aprisionar.


Me jogue no chão, sem a menor piedade.

Não será nenhuma novidade, minha voz está presa há tanto tempo.

 Pode me encher de baculejos, afinal, nunca fui muito de beijos.

Pode me algemar, pois  na maioria das situações, tenho as mãos atadas.

 Ligue para os meus pais, pode ligar.

Eles têm prioridades maiores para se preocupar.

Não me importo  em ficar sozinha, só me dê um papel e uma caneta.

Sem direito a fiança, o que eu posso dar em retorno são minhas palavras.

Um papel com versos aleatórios e a assinatura embaixo.

No verso da folha, direi: ‘’Grata por tudo. Me fizeste uma pessoa melhor e tenho dó de quem disser o contrário.’’

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Aquele momento passava como um flash em minha mente. Sua voz, seu cheiro,  seu rosto. Tudo. Um momento tão vago mas que me persegue ainda. Não de uma forma ruim, muito pelo contrário. De uma forma serena, tranquila. Me perguntava quando isso eu iria ter o prazer de passar por isso mais uma vez. E passei. No momento em que meu corpo entrou naquela praça, senti um breve arrepio. E quando eu me sentei, e meus olhos encontravam os dele, me dava calafrios. O seu toque, era o mais sutil. E o seu beijo, me fazia perguntar se era um sonho. Se aquilo era o céu ou a terra.  Eu não ligava. Só tinha medo de acordar. Quando ficávamos calados, sua voz ecoava dentro de mim. No momento em que me abraçou, tudo parecia exato. Não tinha medo de me entregar. E quando pegou na minha mão, parecia o encaixe perfeito. O jeito que ele me envolvia em seus braços, me puxava e pegava no meu cabelo parecia que sempre soube quem eu era e como me deixar sem ação. E na hora da despedida, sempre sabia a coisa certa a dizer. Ou melhor, ele sempre sabe o que dizer. Mesmo que hesite em dizer, sempre sabe a hora certa. E é isso que me faz o querer cada vez mais. Com suas virtudes e defeitos. Ele todo. Não existe tempo.. passado, presente, futuro. Tudo some naquele momento. E quem diria, que a despedida que antes era algo tão seco e triste, fosse ganhar esse sentido tão imenso. Algo muito maior. Como uma certeza que aquele adeus não foi o último. Foi o primeiro. O começo de algo muito maior. E se depender de mim, que vai ser intenso. 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ela apenas queria viver.  Esquecer suas confusões e sentimentos inconstantes. Não tinha e nem tem a intenção de foder   com os pensamentos de ninguém. Apenas queria ser livre. Sem precisar depender de relacionamentos baseados em mentiras. Ela se sente completa, apenas consigo mesma.

Tem o ego inatingível. Não precisa forjar uma personalidade e muito menos um sorriso. É raro se expor e muito menos ao ridículo. Não cria expectativas em vão, deixa estar. Ignora quem não merece suas palavras. Não muda sua essência para se encaixar em paradigmas. Costuma defender suas teses até serem provadas. Seus versos são compreendidos. Vomita seus sentimentos afim de que alguém os sinta. Nunca foi muito de rotina. Adora explorar o novo. Pessoas muito similares a cansam. Prefere aquelas misteriosas, para desvendá-las. Odeia pessoas eufóricas. Sempre espera o inesperado. Não tem medo do que há por vir. Acredita que pode fazer seu próprio destino. É persistente e muito impulsiva. Sonha muito alto sem ter medo da queda. Prefere deixar inacabado do que não fazer algo. 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Confessando

Sai da minha vida, do meu pensamento,
fodam-se os momentos que passamos juntos.

Não sou iludida,
mas também não sou destemida.

Sou apenas uma amadora
e insuficiente pra ser sua.

Não sou atraente o bastante pra você me ver nua,
não sou vazia pra fazer o que você deseja.
  
Minha nostalgia não consigo deixar passar,
seu semblante me vigia constantemente.

As lagrimas não consigo mais evitar,
toda vez que eu lhe vejo se afastar.

Suas lembranças me fazem perceber,
que já não temos mais esperanças.

E sua voz me faz questão de lembrar,
que já não há mais ‘nós’.

O arrependimento me consome,
nada é pior do que não poder chamar seu nome.

Esquema.

A respiração está ofegante,
Seu mundo fica distante.

O orvalho cai da planta,
Como a lágrima escorre em sua face.

Seu coração vai reestruturando,
Achando os pedaços pelo chão.

Tenta inutilmente dormir,
Pois seus pensamentos não a deixam.

Sutilmente, a dor vai a consumindo,
Fazendo-a dormir.

O dia estava raindo,
Ela foi se acordando.

Acabou com o resto da vodca,
Tentando esquecer a noite anterior.

O efeito começou a surgir,
Ela apaga.

Depois se acorda,
Começando tudo outra vez.

Receita.

Vou esquecer o meu sofrimento. Parece improvável, diria até inevitável. Não irei derramar uma lágrima. Apenas irei recomeçar. É disso que eu preciso. Irei recuperar minha auto-confiança. Para finalmente ter alguma esperança. Amor próprio. Amor. É isso que está faltando..amar a si próprio para as outras pessoas fazerem o mesmo. E irei rimando, tentando fazer alguma melodia. Alegria. Outro ingrediente que falta na minha receita. A receita da superação. Com o tempo irei achando os ingredientes. Só o tempo poderá sarar o buraco vazio no meu coração, esperando algo para ocupá-lo. Alguém que poderá finalmente fazê-lo bater. Como uma receita que deu certo. Algo que requer tempo, ajudantes, trabalho. Não será fácil. Possa ser que dê certo. E finalmente a receita ficará pronta. De uma forma certa ou errada, mas pronta.