sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ela apenas queria viver.  Esquecer suas confusões e sentimentos inconstantes. Não tinha e nem tem a intenção de foder   com os pensamentos de ninguém. Apenas queria ser livre. Sem precisar depender de relacionamentos baseados em mentiras. Ela se sente completa, apenas consigo mesma.

Tem o ego inatingível. Não precisa forjar uma personalidade e muito menos um sorriso. É raro se expor e muito menos ao ridículo. Não cria expectativas em vão, deixa estar. Ignora quem não merece suas palavras. Não muda sua essência para se encaixar em paradigmas. Costuma defender suas teses até serem provadas. Seus versos são compreendidos. Vomita seus sentimentos afim de que alguém os sinta. Nunca foi muito de rotina. Adora explorar o novo. Pessoas muito similares a cansam. Prefere aquelas misteriosas, para desvendá-las. Odeia pessoas eufóricas. Sempre espera o inesperado. Não tem medo do que há por vir. Acredita que pode fazer seu próprio destino. É persistente e muito impulsiva. Sonha muito alto sem ter medo da queda. Prefere deixar inacabado do que não fazer algo. 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Confessando

Sai da minha vida, do meu pensamento,
fodam-se os momentos que passamos juntos.

Não sou iludida,
mas também não sou destemida.

Sou apenas uma amadora
e insuficiente pra ser sua.

Não sou atraente o bastante pra você me ver nua,
não sou vazia pra fazer o que você deseja.
  
Minha nostalgia não consigo deixar passar,
seu semblante me vigia constantemente.

As lagrimas não consigo mais evitar,
toda vez que eu lhe vejo se afastar.

Suas lembranças me fazem perceber,
que já não temos mais esperanças.

E sua voz me faz questão de lembrar,
que já não há mais ‘nós’.

O arrependimento me consome,
nada é pior do que não poder chamar seu nome.

Esquema.

A respiração está ofegante,
Seu mundo fica distante.

O orvalho cai da planta,
Como a lágrima escorre em sua face.

Seu coração vai reestruturando,
Achando os pedaços pelo chão.

Tenta inutilmente dormir,
Pois seus pensamentos não a deixam.

Sutilmente, a dor vai a consumindo,
Fazendo-a dormir.

O dia estava raindo,
Ela foi se acordando.

Acabou com o resto da vodca,
Tentando esquecer a noite anterior.

O efeito começou a surgir,
Ela apaga.

Depois se acorda,
Começando tudo outra vez.

Receita.

Vou esquecer o meu sofrimento. Parece improvável, diria até inevitável. Não irei derramar uma lágrima. Apenas irei recomeçar. É disso que eu preciso. Irei recuperar minha auto-confiança. Para finalmente ter alguma esperança. Amor próprio. Amor. É isso que está faltando..amar a si próprio para as outras pessoas fazerem o mesmo. E irei rimando, tentando fazer alguma melodia. Alegria. Outro ingrediente que falta na minha receita. A receita da superação. Com o tempo irei achando os ingredientes. Só o tempo poderá sarar o buraco vazio no meu coração, esperando algo para ocupá-lo. Alguém que poderá finalmente fazê-lo bater. Como uma receita que deu certo. Algo que requer tempo, ajudantes, trabalho. Não será fácil. Possa ser que dê certo. E finalmente a receita ficará pronta. De uma forma certa ou errada, mas pronta.