Me jogue no chão, sem a menor piedade.
Não será nenhuma novidade, minha voz está presa há tanto tempo.
Pode me encher de baculejos, afinal, nunca fui muito de beijos.
Pode me algemar, pois na maioria das situações, tenho as mãos atadas.
Ligue para os meus pais, pode ligar.
Eles têm prioridades maiores para se preocupar.
Não me importo em ficar sozinha, só me dê um papel e uma caneta.
Sem direito a fiança, o que eu posso dar em retorno são minhas palavras.
Um papel com versos aleatórios e a assinatura embaixo.
No verso da folha, direi: ‘’Grata por tudo. Me fizeste uma pessoa melhor e tenho dó de quem disser o contrário.’’
lindo, lindo, lindo.
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